Manejo de grandes bases de dados em saúde tem pouco investimento no Brasil

  • 21 de Setembro de 2021
O pesquisador da Fiocruz Maurício Barreto debaterá a utilização de grandes bases de dados em políticas públicas na próxima sessão do Ciclo de Debates, que acontece em 23 de setembro, às 14h

É preciso um sistema complexo de gestão de dados para que gestores públicos possam subsidiar suas decisões a partir do uso de grandes bancos de informações. “Na área da saúde é imensa a quantidade de dados. Isso gera volumes crescentes de informação que, com o emprego de métodos e infraestruturas computacionais, podem ser manipulados para responderem diferentes questões”, conta o pesquisador da Fiocruz Bahia Maurício Barreto.

Barreto, que coordena o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), será um dos palestrantes da segunda sessão do XI Ciclo de Debates: Inteligência Artificial e Desigualdades em Saúde. Também participará do debate a pesquisadora do Hospital da Universidade de Montreal (CRCHUM) Cécile Petitgand, coordenadora da iniciativa “Acesso aos Dados” do Ministério da Saúde e Serviços Sociais de Quebec no Canadá. O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Aith, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da Faculdade de Saúde Pública da USP, fará a coordenação da mesa.

A sessão será transmitida ao vivo no canal do Nethis no YouTube na quinta-feira, 23 de setembro, às 14h. As inscrições são gratuitas e os participantes receberão certificado da Escola de Governo Fiocruz de Brasília.

Participe

Plasticidade de dados

A possibilidade de uma mesma base de dados ser aplicada a diferentes estudos é o que o pesquisador da Fiocruz denomina de plasticidade de dados. O esforço, de acordo com Barreto, é dispor esse grande volume de informações de uma forma ordenada para ter a capacidade de responder às demandas científicas.

Não adianta criar uma grande base de dados sem buscar dar sentido a ela. O grande desafio hoje é formar centrais de dados que sejam capazes de responder, em suas conformações internas, às mais diversas questões da sociedade. Isso vai possibilitar uma resposta mais rápida e consistente aos dilemas que a humanidade enfrenta” – Maurício Barreto, pesquisador da Fiocruz.

Segundo Barreto, o Brasil possui baixa infraestrutura para a gestão dos bancos de dados e, por isso, uma capacidade limitada para usar essas informações em benefício da sociedade. “Montar estruturas desse tipo é uma tendência natural do desenvolvimento científico contemporâneo”, afirma Barreto.

Ciclo de Debates

O XI Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública é promovido pelo Núcleo de Estudos em Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília). A concepção das atividades deste semestre é uma iniciativa compartilhada entre o Nethis/Fiocruz Brasília e Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP).