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Atlas dos Sistemas de Saúde da América Latina (ASSAL)

  • 19 de Agosto de 2011

A revista acadêmica Salud Pública de México no seu volume 53 de 2011 apresenta o Atlas dos Sistemas de Saúde da América Latina (ASSAL) que tem como objetivo contribuir ao desenho e implementação de melhores políticas de saúde na América Latina e o Caribe.

A elaboração dos novos mapas dos sistemas de saúde da região é de autoria de vários especialistas e seguem um padrão adaptado à realidade dos sistemas de informação. Os componentes desse padrão são: i) contexto demográfico e epidemiológico, ii) estrutura e cobertura do sistema de saúde, iii) financiamento, iv) recursos físicos, materiais e humanos, v) reitoria, vi) voz dos usuários e vii) inovações recentes. O Atlas conta com os mapas dos sistemas de saúde de 17 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Segundo o Atlas, os indicadores tradicionais de saúde, ou seja, mortalidade infantil, mortalidade materna e expectativa de vida, têm mostrado melhoras durante a última década, o que reflete o aumento da cobertura de serviços derivada, por sua vez, do maior gasto em saúde realizado pelos países da região. Além disso, o Atlas permite identificar algumas políticas de ampliação da cobertura de proteção social em saúde bem sucedidas, dentre elas: o Plano de Acesso Universal de Garantias Explícitas do Chile; as modificações do Plano Obrigatório de Saúde da Colômbia; o Programa de Saúde da Família do Brasil; o Seguro Familiar da República Dominicana e o Seguro Popular de Saúde do México.

O Atlas ainda aponta, como principal desafio nos próximos anos para a região, a mobilização de recursos adicionais necessários para enfrentar o problema das doenças não transmissíveis e das lesões, que são as principais causas de doença e falecimento em todos os países da região.

O ASSAL permite não apenas conhecer a situação e o desempenho dos sistemas de saúde, mas também as inovações em termos de políticas de saúde e a análise dos diferentes sistemas dos países da região. É um valioso insumo para acadêmicos, gestores de políticas e outros atores sociais interessados no fortalecimento e enriquecimento dos sistemas de saúde da região.

Revista Salud Pública de México 2011; Volumen 53 Suplemento 2