Formação e desenvolvimento em saúde no contexto internacional é tema de debate promovido pela Unilab e Fiocruz

A segunda atividade do VIII Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública, ocorrida nesta terça-feira (7), no Campus da Liberdade, trouxe a discussão “Cooperação para o Desenvolvimento em Saúde” tanto no Brasil quanto nos países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A ação é promovida pela Unilab e pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Nethis/Fiocruz).

Carlile Lavor, diretor da Fiocruz Ceará, Augusto Silva, assessor para África do Cris/Fiocruz, Salustiano Pessoa, superintendente da ESP/CE e Anya Vieira, coordenadora da Renasf/Fiocruz.

A abertura do evento contou com a presença do reitor da Unilab, Anastácio de Queiroz Sousa, e do coordenador do Nethis/Fiocruz, José Paranaguá de Santana. O debate foi coordenado pelo assessor para África do Cris/Fiocruz, Augusto Paulo Silva, que apresentou as colaborações temáticas de cada convidado. A abordagem do diretor da Fiocruz Ceará, o médico Carlile Lavor, foi a respeito da experiência na implementação do programa de agentes comunitários de saúde em Angola, uma ação introduzida de início na capital Luanda e posteriormente nas demais cidades do país africano.

Lavor enfatizou que a cooperação e a integração entre o Brasil, os países que falam a língua portuguesa e o mundo é muito importante para gerar um entendimento recíproco e possibilitar ações igualitárias, expressivas no contexto da saúde pública.

“A necessidade de agentes comunitários no Brasil e no mundo é perceptível. Os agentes vieram para aproximar os profissionais da saúde tradicional: enfermeiros, médicos, dentistas e outras qualificações junto às famílias, principalmente as de baixa renda, e com déficit de conhecimentos básicos em higiene, educação e em doenças biológicas e psicossociais, analisadas em visitas in loco aos lugares remotos nos países”, esclareceu ele.

Diretor da Fiocruz Ceará, Carlile Lavor; reitor da Unilab, Anastácio Sousa; e coordenador do Nethis/Fiocruz, José Paranaguá.

A segunda palestrante, Anya Vieira, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (Renasf), apresentou alguns dos vários tipos de redes, em especial as educacionais, expondo as possibilidades e os desafios de desenvolvimento. O exemplo em questão foi a experiência da Renasf, que desenvolve uma série de ações, entre elas o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde).

“São redes democráticas de pessoas, grupos, instituições com objetivos em comum, formação de vínculo e viabilização de diálogos que buscam aprender com os diferentes, pegar o melhor de cada um para juntos tornar-se mais forte e conseguir chegar a um propósito significativo com temas debatidos no ambiente de sala de aula”, declarou a pesquisadora da Fiocruz.

A última temática foi apresentada pelo médico e superintendente da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), Salustiano Pessoa, sobre os resultados da formação e capacitação de médicos residentes estrangeiros, em especial dos profissionais de Cabo Verde, pelo convênio firmado entre o Governo Federal e a Universidade Federal do Ceará (UFC). “A maioria dos médicos especialistas capacitados nos cursos de especialização retornaram ao seu país e atualmente coordenam suas especialidades com destaque”, afirmou o superintendente.

Salustiano Pessoa esclareceu que, para a capacitação dos futuros profissionais de Enfermagem formados pela Unilab, existe a pós-graduação de residência multifuncional que segue o padrão das residências médicas atendendo as demais áreas da saúde como: Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Farmácia e outras.

Confira na programação as próximas atividades do VIII Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública.

Fonte: Ascom Unilab.

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