Menuidioma

Realizada a segunda Sessão do Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública

  • 2 de Maio de 2012

A edição de abril do II Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública, realizada no último dia 26, destacou a atuação do Brasil e suas principais características nas relações de cooperação para o desenvolvimento.

O debate, promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (NETHIS), contou com a presença do técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, João Brígido Lima, do pesquisador do Programa Nacional de Pesquisa para o Desenvolvimento do Ipea, Rodrigo Campos e do coordenador do NETHIS, José Paranaguá.

Brígido destacou a criação do Ipea e sua influência na construção da saúde pública. Segundo ele, o grande desafio do Brasil é entender como o país está organizado, para assim, fazer uma reflexão sobre como desenvolver os temas, principalmente a cooperação na área da saúde. “A cooperação internacional na área da saúde merece uma discussão metodológica mais efetiva. Precisamos definir com clareza o modelo de cooperação para o desenvolvimento internacional e repensar a agenda brasileira”, afirmou.

Rodrigo Campos apontou um levantamento dos países que gradualmente passaram a oferecer cooperação para o desenvolvimento internacional. De acordo com dados de 2010, o Brasil é o quarto na lista dos países da América que mais recebem assistência social para o desenvolvimento, ficando atrás do Haiti, Colômbia e Bolívia.

Para o coordenador do NETHIS, José Paranaguá de Santana, a Fiocruz está empenhada em dois grandes projetos voltados para a saúde pública: os programas de formação de quadros da Escola de Governo em Saúde e da UNA-SUS. “Esses programas organizam os quadros de profissionais, o que é muito importante, já que são as pessoas que organizam a saúde, a política, e arquitetam e constroem o futuro”, disse.

“Esse debate nos permite ter a dimensão da complexidade e das preocupações que precisamos ter quando começamos a falar em cooperação para o desenvolvimento internacional. No campo da saúde, esse tema é de grande valia”, concluiu.