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Módulo II – Curso de atualização 2013

  • 6 de Março de 2013

CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM SAÚDE EM PERSPECTIVA BIOÉTICA

MÓDULO II (19/03/2013)

Paradoxo II: Solidariedade internacional Vs. Interesses nacionais

Objetivo: Analisar, sob uma perspectiva crítica e no contexto histórico da reconfiguração da bipolaridade Norte-Sul, o fortalecimento das relações Sul-Sul e a  intensificação da cooperação internacional em saúde como instrumento de política  externa dos Estados para a promoção da solidariedade Vs. os interesses nacionais.

Ementa: Análise da cooperação internacional para o desenvolvimento como instrumento de política externa, a partir de uma abordagem histórica das relações internacionais. Discussão da cooperação internacional, a partir do final da II Guerra Mundial até os dias atuais, analisando as grandes mudanças na economia política internacional que impactaram essa dinâmica, o papel das instituições multilaterais que se destacaram nesse âmbito, com ênfase para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), bem como os novos arranjos regionais e sub-regionais e suas formas de cooperação em saúde. Relevância da cooperação internacional na política externa brasileira. Problematização da interferência dos interesses diplomáticos dos Estados-nação no campo doutrinário e prático da cooperação internacional entre países, caracterizando desafios bioéticos a serem evitados ou enfrentados. Avaliação da participação das agências intergovernamentais como fator de atenuação ou agravamento da assimetria entre as nações envolvidas em tais processos de cooperação

Material Didático

Solidariedade e interesses nacionais – aula Prof. Rodrigo Campos

Professores

Pio Penna Filho: Concluiu o Doutorado em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília em 2001. Atualmente é professor da Universidade de Brasília. Publicou 4 livros, sendo 1 em co-autoria com Alfredo da Mota Menezes. Possui 12 capítulos de livros publicados e 27 artigos em periódicos especializados. Atua na área de História e Relações Internacionais, com ênfase em História das Relações Internacionais, História da África, América Latina e Brasil República.

Félix Rígoli: Especialista em Política de Saúde pela Fundação Getulio Vargas e em Recursos Humanos pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil. Dois mestrados sobressaem-se na sua carreira acadêmica e profissional; o primeiro, em Saúde Pública, no Uruguai, e o outro em Administração de Saúde, no Canadá, na Universidade de Montreal. Atualmente é gerente da Área de Sistemas de Saúde e Coordenador da Unidade Técnica de Recursos Humanos – OPAS/OMS Brasil, coordenando também as áreas de Serviços de Saúde, Medicamentos, Tecnologia e Inovação em Saúde. Felix Rígoli atuou como assessor para as Américas em Washington, na área de Políticas em Recursos Humanos, desde 2000, mas especificamente coordenando a Rede de Observatórios de Recursos Humanos das Américas. Foi gerente do principal complexo de serviços de saúde no Uruguay e atuou como consultor para o Banco Mundial, o BID e varias agências internacionais nas Américas. É autor de artigos e capítulos de livros da OMS, OPAS e outros, nas áreas de sistemas de saúde, gestão de serviços e recursos humanos para a saúde.

Rodrigo Pires de Campos: Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) em 1994. Mestrado e Doutorado em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento pela Graduate School of International Development, Nagoya University, Japão. É Professor e Pesquisador do Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação e da Graduação em Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB) desde 2004. Foi pesquisador e docente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) entre 2008 e 2010 sobre o tema da cooperação internacional em saúde. Desde 2005 tem atuado como consultor nacional e internacional, realizando estudos e prestando assessoria para instituições do governo federal e organizações internacionais tais como Caixa Econômica Federal, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS-OMS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE). Em janeiro de 2011 tornou-se bolsista do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Bibliografia básica:

HERZ, M.; HOFFMANN, A. Organizações internacionais: definição e história. In: Organizações Internacionais. História e Práticas. Rio de Janeiro: Elsevier. Cap. 1, pp. 17-40. 2004 (LIVRO)

LANCASTER, C. Cap. 1: Why Foreign Aid? Setting the stage. Cap. 2: Aids Purpose: A brief history. In: Carol Lancaster, Foreign Aid: Diplomacy, Development, Domestic Politics. Chicago/London: The University of Chicago Press, 2007. (pp. 1 − 62).

NOGUEIRA, J.; MESSARI, N. (2005). O Liberalismo. In: Teoria das Relações Internacionais. Correntes e Debates. Rio de Janeiro: Elsevier. Cap. 2, pp. 57-104. (LIVRO)

SARAIVA, J. F. S., África parceira do Brasil atlântico: relações internacionais da África e do Brasil no início do século XXI. Belo Horizonte: Traço Fino Editora, 2012.

______. (org.) CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, solidariedade e ação política. Brasília: IBRI, 2001. (Resenha)

SATO, Eiiti (2010). Cooperação internacional: uma componente essencial das relações internacionais. RECIIS, v.4. Disponível em: http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/viewArticle/345.