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Ministério da Saúde inaugura complexo hospitalar no Haiti com cooperação da Fiocruz

  • 14 de Maio de 2014

complexo hospitalar haitiFoi inaugurado em Bon Repos, no Haiti, o complexo hospitalar que integrará a rede de assistência de média complexidade do país caribenho. A medida faz parte de uma cooperação internacional, com participação da Fiocruz, que visa o fortalecimento e a reestruturação do sistema de Saúde e de vigilância epidemiológica do país, abalado após o terremoto ocorrido em janeiro de 2010. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou da cerimônia, que também contou com a presença do presidente haitiano, Michel Josephy Martelly, e do ministro da Saúde cubano, Roberto Tomaz Morales. Firmado em 2010 entre os governos do Brasil, de Cuba e do Haiti, o acordo tem como objetivo fortalecer a autoridade sanitária haitiana e reestruturar o sistema de assistência à saúde e de vigilância epidemiológica do país caribenho. A Fiocruz é uma das instituições participantes.

“O projeto nos coloca uma grande responsabilidade: a de levarmos os resultados dessa cooperação ao conhecimento de nossos países e da comunidade internacional como um exemplo de boa prática de cooperação sul-sul em prol da saúde. Assim poderemos também trocar o conhecimento que acumulamos com mais países interessados”, disse o ministro Chioro, ressaltando a importância de garantir o acesso a insumos e assistência à saúde. “Além dos benefícios diretos que trarão para a população haitiana, estas unidades são o resultado mais visível de uma iniciativa corajosa e inovadora que tem a solidariedade como princípio e a saúde como inspiração”, destacou.

O complexo está situado na região metropolitana de Porto Príncipe e é composto pelo Hospital Comunitário de Bon Repos, pelo Instituto Haitiano de Reabilitação e pelo Laboratório de Órteses e Próteses – estes últimos serão referência nacional no tratamento a pessoas com deficiências físicas (auditiva, visual, motora e mutilados). O governo brasileiro investiu cerca de R$ 25 milhões nas obras e equipamentos. As unidades contam com serviço ambulatorial para a realização de consultas e pequenas cirurgias, atendimento a emergências e 52 leitos para internação, levando assistência a cerca de 250 mil haitianos em situação de vulnerabilidade.

Outros dois hospitais comunitários de referência financiados pelo governo brasileiro foram construídos na região metropolitana de Porto Príncipe e estão sendo preparados para a inauguração, um na região de Carrefour e outro em Beudet. Eles também integrarão a rede de média complexidade, que atenderá, em conjunto com as demais unidades, 300 mil haitianos. Todos os serviços funcionarão de forma integrada e em articulação com a rede de Atenção Básica do país.

A cooperação tripartite, que envolve Brasil, Haiti e Cuba, também realiza ações voltadas para a formação de recursos humanos e para a vigilância em saúde. Foram formados cerca de 380 agentes comunitários haitianos para atuar na Atenção Básica das regiões de Carrefour, Bon Repos e Beudet, e, até o final do ano, a previsão é formar mil. Estão sendo investidos cerca de R$ 5 milhões na formação desses agentes e de outros 550 auxiliares de enfermagem.

A vigilância epidemiológica do país também foi reforçada por meio do acordo. O Ministério da Saúde financiou a reconstrução de dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica, responsáveis por realizar os principais exames necessários à identificação de doenças relevantes, como malária, dengue, tuberculose, hanseníase e cólera, e pelo controle de vetores e insetos. A ação representou um investimento de R$ 1 milhão, usado na reforma das instalações físicas e para a compra de equipamentos. Um desses estabelecimentos, o Laboratório de Saúde Pública de Cabo Haitiano, já está em pleno funcionamento desde novembro de 2012.

O recurso total destinado à cooperação é de U$ 67,5 milhões (aproximadamente R$ 135 milhões). No Brasil, participam da ação o Ministério da Saúde, as universidades federais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (UFRGS e UFSC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Fiocruz.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias.
Foto: Ministério da Saúde.