Especialistas debatem impacto da inteligência artificial na prática médica

  • 15 de Outubro de 2021
A terceira sessão do XI Ciclo de Debates: Inteligência Artificial e Desigualdades em Saúde, que acontece em 21 de outubro, excepcionalmente às 9h, reúne experts do Uruguai e da Itália em torno dos riscos e benefícios dessas ferramentas aplicadas à saúde

O impacto da inteligência artificial na prática clínica e o uso dessas novas tecnologias para a ampliação da qualidade e do acesso a esses serviços serão discutidos na próxima sessão do XI Ciclo de Debates: Inteligência Artificial e Desigualdades em Saúde, que será realizada em 21 de outubro, às 9h.

Participarão da atividade o secretário-geral da Associação Italiana de Slow Medicine, Marco Bobbio, e a ex-diretora do Fundo Nacional de Recursos do Uruguai Alicia Ferreira Maia. O bioeticista Natan Monsores de Sá, chefe do Departamento de Saúde Coletiva na Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB), fará a coordenação da mesa.

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As inscrições são gratuitas e os participantes receberão certificado da Escola de Governo Fiocruz Brasília. O debate será transmitido ao vivo no canal do Nethis no YouTube.

Da atenção à saúde ao cuidado médico

A ex-diretora do Fundo Nacional de Recursos do Uruguai apresentará a experiência nacional na condução dos processos que envolvem o acesso a medicamentos de alto custo financiados por meio do seguro público universal uruguaio. “Queremos aplicar ferramentas de inteligência artificial para melhorar a qualidade do acesso a esse financiamento público. Nosso desafio é melhorar a eficiência e, ao mesmo tempo, proteger os dados sensíveis das pessoas”, diz Alicia Ferreira.

O secretário-geral geral da Slow Medicine apoia o uso dessas ferramentas na saúde, mas com ressalvas. De acordo com Bobbio, a medicina não pode ser impulsionada exclusivamente pelas tecnologias. Para ele, é imprescindível considerar o interesse e as expectativas de cada pessoa e, simultaneamente, levar em conta o relacionamento necessário entre o profissional e aqueles que o procuram.

 “O contexto atual é principalmente focado em tecnologias, enquanto a pessoa e a relação existente entre família e ambiente social são completamente negligenciadas. Muitos cientistas temem que os sistemas de inteligência artificial prejudiquem a relação entre médico e paciente e achatem a diversidade entre os pacientes” – Marco Bobbio, secretário-geral da Associação Italiana de Slow Medicine

Ciclo de Debates

O XI Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública é promovido pelo Núcleo de Estudos em Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília). A concepção das atividades deste semestre é uma iniciativa compartilhada entre o Nethis/Fiocruz Brasília e Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP).