Ciclo de Debates

O Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública promove a reflexão, o debate e o desenvolvimento de estudos científicos interdisciplinares. As sessões têm periodicidade mensal, são gravadas e disponibilizadas na Videoteca Nethis.

Edições Anteriores

Fevereiro de 2011

Tema: Construindo pontes entre Saúde Pública e Relações Internacionais. Expositor: Henri Jouval Assessor Internacional do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz (Cris/Fiocruz) Apresentação do expositor Debatedor: Eiiti Sato Diretor do Instituto de Relações Internacionais (Irel/UnB)

Resumo Dr. Henri Jouval Jr. (Fiocruz) apresentou a relação entre os campos da saúde pública e das relações internacionais, especialmente com relação ao tema da cooperação internacional. Inicialmente, o palestrante apresentou antecedentes históricos de episódios de proteção das fronteiras, do controle do comércio e do instituto da quarentena. O percurso histórico demonstra que a saúde há muito tempo ocupa, de algum modo, a agenda internacional. Mais recentemente, em face dos fenômenos da globalização e do regionalismo, os temas sanitários têm se relacionado mais estreitamente com temas do comércio internacional e dos direitos humanos. Juntamente com a expansão da relevância da saúde como tema internacional, percebe-se a emergência do modelo de cooperação Sul-Sul e de cooperação triangular, as quais têm abraçado o tema da saúde. Em suas conclusões, Dr. Jouval Jr. apresentou questões que estão lançadas diante da realidade contemporânea da cooperação em saúde. Enfim, a palestra de Dr. Jouval Jr. foi importantíssima justamente porque não apenas apresentou o tema, mas também avançou prospectivamente para propor questões fundamentais para o futuro da cooperação Sul-Sul em saúde e para a relação entre os campos da saúde pública e das relações internacionais. Neste sentido, sua participação nas atividades do NETHIS contribui imensamente para o adensamento da reflexão em torno da área de intersecção entre os campos da saúde pública e da cooperação Sul-Sul – dois eixos estruturantes que, juntamente com o campo da bioética, compõem o escopo científico do NETHIS. Acesse o relatório (PDF)

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Dezembro de 2010

Tema: Reflexão bioética sobre a priorização e o racionamento de cuidados de saúde. Expositor: Paulo Antonio de Carvalho Fortes Professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e Presidente da Sociedade Brasileira de Bioética Debatedora: Maria Célia Delduque Coordenadora da PRODISA Fiocruz Ementa Paulo Fortes explicou que “o pensamento clássico liberal entende que o sujeito paga impostos e então o Estado pode decidir por ele; essa idéia foi aperfeiçoada no final do século 19, quando o pensamento social se consagrou, dando origem, inclusive, aos seguros de saúde na Alemanha, que concederam aposentadoria e pensões”. O professor observou que “até o século 20, o serviço de saúde era prestado ao trabalhador, era mérito do trabalhador ter esse direito, mas isto mudou com o sistema de saúde universal, a partir de 1988- no Brasil,  que reconhece o valor da pessoa apenas enquanto ser humano”. Paulo Fortes exemplificou a tomada de decisão no setor saúde com a vacinação contra a gripe suína, que foi definida por faixas etárias de maior risco para a doença, ação que se enquadra na “bioética do utilitarismo”. O presidente da SBB também é membro do Conselho Diretor da Redbioética para a América Latina e Caribe, da Unesco, e da Câmara Técnica de Bioética do Cremesp. O Núcleo de Estudos é resultado de parceria entre a Representação da OPAS/OMS no Brasil, por intermédio do Programa de Cooperação Internacional em Saúde, TC 41, coordenador por José Paranaguá de Santana, com a cátedra Unesco de Bioética da UnB e a Fiocruz/Brasília, que tem como titular o professor Volnei Garrafa. O coordenador do Programa de Cooperação Internacional da OPAS/OMS (TC 41), José Paranaguá de Santana, apresentou o professor Paulo Fortes e passou a palavra para a professora Maria Célia Delduque, coordenadora do Prodisa/Fiocruz, que conduziu o debate realizado ao final da palestra.
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Novembro de 2010

Tema: Diálogo possível entre dois campos de conhecimento e prática: Bioética e Cooperação Internacional em Saúde.

Expositores: Paulo Buss e Volnei Garrafa
Debatedor: José Paranaguá de Santana

Ementa
O primeiro ciclo de debates do Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, realizado dia 4 de novembro na FIOCRUZ Brasília, promoveu a reflexão por meio da discussão do tema “Diálogo possível entre dois campos de conhecimento e prática”. O evento, aberto ao público, reuniu aproximadamente 70 participantes, entre eles, mestrandos e doutorandos da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadores da FIOCRUZ Brasília.
O ciclo de debates foi liderado pelo representante da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) e organizador do evento, José Paranaguá, pelo coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS/Fiocruz), Paulo Buss e pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioética/Cátedra da UNESCO de Bioética da UnB, Volnei Garrafa. Os participantes fizeram exposição de temas como “Bioética da Intervenção: uma proposta para os países periféricos no contexto de poder e injustiça” e “Diplomacia em Saúde: novas perspectivas e estratégias em Saúde Global”.

José Paranaguá falou sobre a importância do ciclo de debates. “Trata-se de uma experiência interessante já que é uma tentativa de aproximar duas áreas importantes da saúde no Brasil. Tenho uma expectativa muito grande em relação à Bioética e Diplomacia em Saúde”, comentou. O coordenador do CRIS/Fiocruz, Paulo Buss, fez uma avaliação do evento. “Esta é uma oportunidade de desafiar a saúde global e um momento valioso que serve para instigar uma série de perguntas e respostas pouco exploradas”, afirmou. O Núcleo prevê, ainda para este ano, a realização de outro debate no mês de dezembro.
O Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, consórcio firmado entre Fiocruz e a UnB,  conta com o apoio institucional da FIOCRUZ Brasília e tem como objetivo ampliar os espaços para debate sobre temas relacionados à saúde, realizar encontros técnico-científicos, além de apoiar e capacitar pesquisadores.

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